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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2016

Capacidade de Gestão: o diferencial que o Brasil anseia

Em meio a uma crise política instituída sorrateiramente há mais tempo do que imaginamos e que só veio à tona há cerca de 2 anos, o povo brasileiro sofre na pele as consequências de um posicionamento antiético por parte de um grande número de gestores públicos. A descrença quase que completa numa conduta menos corrupta se esvai a cada desdobramento do cerne principal de ação da Polícia Federal: a Operação Lava Jato.

 

Nesse texto, minha intenção não é adentrar e especular as consequências tanto econômicas quanto políticas que embaralham a cabeça do país inteiro e descredibiliza nossa imagem exterior, mas, sim, avaliar os impactos na gestão sob a ótica da experiência de décadas em cargos de liderança que passei. Essa não é a primeira vez que falo sobre Gestão Pública. Há algumas semanas publiquei outro artigo abordando a urgência de eficiência no serviço público. Para começar, a gestão ainda precisa ser um exemplo de conduta.

 

Ninguém está pedindo para o que o Gestor Público não cometa erros, que não se exceda aqui ou ali, ou qualquer coisa nesse sentido. Não. Todos os gestores, sejam públicos ou não, são, antes de tudo, seres humanos. E cometer erros faz parte do aprendizado. O que qualquer indivíduo deve rechaçar, na verdade, é qualquer tipo de desvio de conduta moral não só para com as pessoas que ele lidera quanto para si mesmo. Corrupção, diferente do que ouço muito por aí, não está no DNA de ninguém, mas pode ser, sim, um hábito. E como hábito, é passível de mudar.

 

A consequência mais nítida nesse desvio que evidencia a incapacidade de gestão é o abalo na autoestima dos liderados. E, neste caso, vamos combinar que a autoestima do brasileiro não é a melhor, infelizmente. Descrentes, as pessoas que são lideradas perdem a motivação, a satisfação do que fazem e a confiança no mecanismo que faz a roda girar.

 

Por outro lado, um gestor capacitado tem algo que chamo de “noção de continuidade”, isto é, a ideia clara de que, evidentemente, alguém assumirá a partir de algum momento a posição dele ou dela e planos maiores que o tempo da gestão deverão ser executados. Diversos exemplos podem ser citados. Um deles, mais recente, é o projeto do maior túnel do mundo, na Suíça, com uma extensão total de 57km.O túnel levou 17 anos para ficar pronto, passando por diversos gestores e terminando, ainda, seis meses antes do prazo estipulado.

 

A capacidade de gestão é algo que, bem aplicado, engaja todos os envolvidos, respeita prazos, estipula orçamentos reais, ouve todos os lados, consulta referências no assunto, e age. E isso acontece porque o pensamento deve ser estratégico, objetivo, e até mesmo altruísta em determinados momentos.

 

 

Wilson Medeiros Palestrante com atuação nos campos de vendas, gestão, liderança e motivação. Acompanhe também no Facebook, no Instagram e no Linked In.