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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2017

Como os jovens estão mudando o formato de liderança e gestão

Criativos, arrojados e instruídos por uma vontade intrínseca de construir relações mais horizontais ao invés de hierárquicas. Os jovens chegaram, como diria eles, “pra causar”!

 

 

Não é de hoje que vemos as profundas mudanças que cada geração provoca ao ingressar no mercado de trabalho. A bola da vez, as Gerações Y e Z, chegam para chacoalhar os modelos de gestão e liderança. E se você pensa que isso só acontece por causa da ligação deles com a tecnologia, está bastante enganado. Existe uma premissa ainda mais forte que fundamenta o comportamento deles, colocando em xeque uma série de motivos e razões para sua postura e tomadas de decisão. Eu diria que houve uma verdadeira mudança de perspectiva e de prioridade de valores, e isso já está impactando a todos nós.

 

Para começar, essas duas gerações são as do Do It Yourself, uma tendência que demonstra mais independência e autonomia, e que foi alavancada, sobretudo, pelos vídeos tutoriais no Youtube e Facebook. Outra coisa importante é a sua naturalidade em lidar com o Ensino à Distância – ainda uma dificuldade para muitos de nós, de gerações mais antigas. Hoje, com a possibilidade de fazer cursos gratuitos e totalmente online de grandes universidades pelo mundo, fica muito mais fácil obter qualificação de alto nível e diferenciada.

 

Um bom exemplo é o caso do Gabriel Benarrós, um jovem que nem tem 30 anos e que, numa jogada de sorte, aplicou para universidades estrangeiras depois de se frustrar com um tradicional curso de medicina na Universidade Federal do Amazonas e passou em 17 delas. Escolheu Stanford e de repente estava morando em Palo Alto, no coração do empreendedorismo do mundo. Não tardou para que a própria startup surgisse, e assim ele voltou para o Brasil com uma ideia já comprada por investidores e pronta para despontar. O Ingresse, um aplicativo voltado para a facilitação de busca por eventos, movimentou quase R$ 150 milhões no Brasil só em 2016. Muito apropriado para um país tão festivo, não é mesmo?

 

O fato é que eles chegam com muita criatividade, atualizados com relação às tendências, e instruídos por uma vontade intrínseca de construir relações mais horizontais ao invés de hierárquicas. “Tempo de casa” não é mais, necessariamente, garantia de posições de liderança nas empresas. É preciso mesmo se destacar como profissional arrojado e com um olhar especial para a busca por soluções criativas.

 

 

Wilson Medeiros
Palestrante com atuação nos campos de vendas, gestão, liderança e motivação. Acompanhe também no Facebook, no Instagram e no Linked In.