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Transformando experiência em saber compartilhado

Quarta-feira, 06 de Junho de 2018

Um eterno aprendiz

Um ser humano ou profissional que não for um contínuo aprendiz, nos tempos atuais, não conseguirá acompanhar a velocidade das evoluções dos novos modelos de negócios apoiados em tecnologia

Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas os que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender. É o que diz Alvin Toffler, um dos maiores futuristas norte-americano sobre comunicação, revolução digital e novas tecnologias.  

Desde o momento zero, quando idealizei a Ioparlo, minha empresa de consultoria e palestras, de uma coisa eu não tinha dúvida: seria um desafio e tanto prosperar e perpetuar em um mercado extremamente competitivo, liderado por grandes ícones. 

Mas havia o propósito claro de transformar a experiência em saber compartilhado – e, dentro desse plano, o chassi central, que é de um aprendizado sem fim. Hoje, é gratificante para quem tem alma de educador e aluno eterno, quando alguém me pergunta: “Wilson, como se constrói um bom artigo e como se faz para que seja publicado em mídias renomadas? E quando seu livro será publicado?”. 

Nesses momentos, entusiasta que sou, não caibo em mim, e tenho a resposta-mantra na ponta da língua: “estude muito e aprenda, estude muito e aprenda’. Afinal, são anos de experiência executiva, somados a noites de pesquisas e estudos, mais uma boa dose de disposição e humildade, para trocar experiências e ouvir os magos dos jornalistas e editores que assinam a arte de narrar histórias que inspiram, encorajam, fortalecem.  

O cenário está dado. Um ser humano ou profissional que não for um contínuo aprendiz, nos tempos atuais, certamente, não conseguirá acompanhar a velocidade das evoluções impostas pelos novos modelos de negócios apoiados em tecnologia. Não existe espaço para acomodação. Ou você aprende ou se afunda. O ciclo de vida curto dos produtos, o elevado rigor dos clientes na era da excelência, seus concorrentes de ponta a ponta no mundo definem  a imperativa necessidade de aprender.  

No livro “Expertise em Aprender” (Ed. Papirus|7Mares), Fernando Jucá lista os hábitos das pessoas que têm o aprendizado como uma competência sustentável. O primeiro passo que diferencia os que aprendem mais rápido do que os outros, segundo o autor,  é reconhecer as oportunidades de aprendizado. Replico aqui os hábitos dos aprendizes, citados por Jucá, para levar à reflexão:

Humildade e objetivos: saber identificar as oportunidades de aprendizado e traçar objetivos de desenvolvimento pessoal.

Procura por novas experiências: ser aberto e proativo em relação a diferentes tipos de experiências.

Pensamento crítico: capacidade de interagir com o aprendizado, fazer as perguntas certas.

Mudança de comportamento: traduzir em ação o resultado dos outros três hábitos.

Como você tem se comportado em relação aos novos aprendizados? Não há motivo para susto ou desespero, porque a iniciativa é individual. Basta tomar uma atitude e buscar se atualizar. Há uma pergunta que sempre lanço aos profissionais e gestores, referindo-me às suas empresas: “Qual é o seu diferencial? Qual é a marca que quer deixar no universo?”. Certamente todos, absolutamente, têm uma resposta interna. Para torná-la cada vez mais clara, contudo, é preciso ser um eterno aprendiz.